| |
|
|
| Melhor Visualização em 800x600 |
|
A R T E--
DE-- V I V E R
--------Desequilíbrio emocional e enfermidade resultam de fatores múltiplos, sendo o ser humano uma realidade complexa. Para reconquistar o equilíbrio nas relações e alcançar a cura do corpo, podemos dispor de um auxílio pessoal interior. Sem essa ajuda, ficamos joguete de meias verdades, tornando-se quase impossível modificar a nós mesmos, criando condições para uma vida de qualidade melhor. --------Parece que há um esconderijo à nossa disposição, no qual nos refugiamos a fim de não nos confrontar com a enfermidade maior: o jogo de “faz-de-conta”, afastando-nos da própria verdade. Parece que temos necessidade de um escapismo a nos proteger na fuga de nós mesmos, de nossas ocultas motivações. Tal fuga se faz recompensa ilusória e desastrosa. --------Na disposição desequilibrada e doentia de viver, fazemos o jogo de agentes de uma funerária, depositando na morte a promessa maior de vida. O que mais nos prejudica é o medo da vida. Este camufla a morte como expressão de nossa recusa de sermos verdadeiros. A fuga dessa vida “terrível” teria, na morte, sua maior recompensa para nós. Falta-nos, então, auto-possessão com sentido de vida. --------É um fato bastante freqüente que, em enfermidades, a ameaça da morte provoca nas pessoas um processo de mudança que a vida foi incapaz de suscitar. Ali, a morte faz valorizar o que realmente é importante – fruição nas relações. Constatação: na vida se consegue o que se busca, sobretudo uma doença. E a doença pode servir de meio para buscar o que vale a pena. --------O preço é caro, embora objetivos sem sentido, interesses sem valor sejam identificados e abandonados. Mas o ideal há de ser: morrer todo dia um pouco para os dias serem novos. Nova, a vida só pode ser na medida em que aprendemos a morrer ao que sufoca o amor, desqualifica a vida e perturba as relações. Faz sentido : ”Um velho dia em vista de uma nova melodia”. Assumir a realidade abre perspectivas. --------De fato, abandonar velhos hábitos, pseudo-valores e gozar uma vida de sentido com bons recursos tem tudo a ver com bem-estar e alegria. Se, nessa condição, a enfermidade nos surpreende, temos muito mais energia à disposição para uma verdadeira transformação. Mente sã- psiquismo em harmonia - produz efeitos físicos que nos beneficiam bem mais que a doença. --------Estar bem com a vida, consigo e com os outros, estar em harmonia com o passado, o presente e o futuro, nos faz sentir - dentro de nós - uma plenitude com paz que - solidários - desejamos irradiar ao redor de nós. Mas a realidade, dentro e fora de nós, permanece ameaçadora. Há um caos que rege a ordem. Em compensação, uma “Nova” - puro caos - tem átomos em perfeita ordem. Há promessa --------De
50 trilhões de células com 3 bilhões de partículas
genéticas não se pode esperar perfeição. Aberrações
acontecem. Algum problema nos espreita. A incerteza assusta. Não
somos um pacote fixo, mas um processo que surpreende. Mutação
ameaça, sobretudo quando nos falta um ponto focal que cimenta as
partes em um todo. Qual é o centro que nos mantém inteiros?
--------A
doença se move entre o físico e o simbólico. Um câncer
pode estar ligado a uma fibra de amianto como a uma dor na viuvez, etc.
Falta de confiança, de compromisso e satisfação pode
funcionar como um veneno. Em meio a privações, desafios
e frustrações, vontade firme, identificação
com um ideal, solidariedade gentil podem estar a serviço de uma
saúde de ferro. --------Passamos
a ser vítimas e não agentes de nosso destino. Inimigos de
nós mesmos. A partir deste ponto de vista, fica difícil
cuidar bem da vida. Emoções descontroladas passam a condicionar.
Erigimos barreiras em relações e escolhemos a dor. Urge
voltar para dentro de nós e nos desmascarar. Este é o único
caminho de retornar à paz e ter êxito em um processo de cura. --------A
vida requer luta, mas a confiança vale mais que tudo. Ao confiar
simplesmente, a pessoa deixa de alimentar sofrimento e redobra sua capacidade
de remover medo e dor, tendo ainda bom êxito em superar obstáculos.
Uma vitória como a cura - para acontecer - precisa de nossa licença.
Nosso compromisso com a gratuidade é caminho seguro para vida de
qualidade. * * * frei Cláudio van Balen
|