DOIS CAMINHOS
----------Ninguém
conclua que, independente, possa escolher o caminho que mais
lhe agrada, sendo que a vida, em tudo, deixa ao querer individual
a escolha. Impossível, sempre, somos condicionados.
Dependemos de fatores genéticos, de motivações
frente a objetivos, de prioridades frente a interesses, de
impulsos frente a carências, das circunstâncias.
----------A
linha divisória entre bem e mal é delicada -
perigosa e promissoramente nuançada. É a vida
que nos faz ou nós a fazemos? A cada um cabe a tarefa
de elaborar um modo digno de lidar com ela. Aqui, a fragilidade
é imensa, sendo que no bem somos mais agraciados, enquanto
no mal temos muito de vítima. Só Deus para discernir.
----------Não
raro, impõe-se uma bifurcação que divide
o caminho em duas direções opostas. A primeira
pode, inicialmente, parecer muito atraente enquanto a outra
se mostra ameaçadora. O caminho para o bem nos pode
parecer difícil, cheio de espinhos e obstáculos,
enquanto o do mal se nos apresenta pavimentado, florido e
sedutor.
----------O
primeiro caminho segue por uma paisagem leve e alegre, porém
conduz a um terreno cheio de espinhos, pedras e serpentes,
encoberto por pesadas nuvens. O segundo inicia com um matagal
quase impenetrável, mas, depois, desemboca em um ambiente
aberto com passarinhos, plantações e frutas
graças a um sol restaurador.
----------Sim,
há dois caminhos, o da solidariedade amiga e o do egocentrismo
suicida; o da confiança prudente e o do medo repressor;
o da auto-afirmação mesquinha e o do questionamento
inovador; o da rotina no egoísmo e o do sonho do bem
comum. O caminho de quem pretende bastar-se e o de quem se
dispõe a doar-se. Se promessas não faltam, o
jeito de ser e lidar é a escolha.
ADVENTO É
TEMPO DE ESCOLHA
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Frei Cláudio van Balen