CAMINHEIROS
O caminho de Jesus gera inspiração,
solidariedade, paz e fruição. Andar nele é
fazer da busca o objetivo, do estranho o próximo, da
esperança a alegria, da renovação o ideal.
Sem um caminho de compromisso na solidariedade, crises se
multiplicam, o clima deteriora, passa a haver carência
de alimento e de energia com desigualdades, violência
e corrupção.
Viver é perigoso? Conviver tem seus
riscos. No caminho nos encontramos, nos realizamos. Não
nos detemos, sempre recomeçamos. Há estrela
que nos orienta, voz que nos convida. Não falta desafio
a nos convocar, e problemas estimulam ao novo. Caminhar é
exercitar a coragem no conviver e agir, em progressiva aproximação,
em generosa cooperação.
A mensagem de hoje é uma advertência. Corremos
risco de sucumbir repentinamente, de mãos vazias, caso
não nos façamos atentos aos apelos da atualidade.
Claro, não é Deus que castiga, mas somos nós
os responsáveis pelo modo de lidar com os bens do mundo,
com as possibilidades da natureza e da tecnologia, com as
carências de nosso próximo.
A árvore da vida deve ser bem cuidada.
Cortar, desistir..., isso não. Dar uma nova chance.
Não continuar a perder tempo. Dispor-se a pensar e
agir de modo diferente em vista de uma justiça maior
entre nós. Explicar tanto sofrimento injusto é
possível, mas pouco resolve. Urge cada um converter-se,
arregaçar as mangas para ajudarmos uns aos outros.
Paciente, Deus é amoroso como nós
somos vagarosos e lentos em mudar e progredir. Antigamente,
na coragem de Moisés, Deus revelou sua vontade de libertação.
Hoje, ele nos adverte e entusiasma para que o ajudemos por
uma cidadania solidária. A esterilidade de uma figueira
pode dar lugar à fecundidade em novos frutos que nós
somos convidados a produzir.
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Frei Claudio van Balen