NOS PASSOS DE MARIA
Na teologia, somos lembrados de que nosso
falar sobre Deus é ‘metafórico’.
Razão porque há uma ‘teologia negativa’.
(Deus não é...) Deus é sempre maior do
que nós somos capazes de compreender e de expressar.
O mais valioso que podemos dizer é que Deus se encontra
entre nós, em nós, como ‘graça-amor’,
presente gratuito, do qual tudo e todos somos fluxo e refluxo.
Há em nós uma capacidade ao infinito.
Deus se apresentou a nós peculiarmente
em Jesus, por Maria. Em vez de objeto de polêmica teológica,
deve ser u centro de vivência da fé. Deus não
se deixa explicar, há de ser anunciado. Ele é
uma questão existencial e por isso se impõe
com tanta emoção. Seu amor nos atinge, enobrece
nossa condição de criaturas. Deus é uma
realidade que nos rege e sustenta. O Deus em mim abraça
o Deus em você.
Ele se revestiu de um rosto especial em profetas
e no filho de Maria e José. Sua revelação
culminou na doação de Jesus, com morte e ressurreição.
Foi nesse mistério que, de modo especial, Deus se manifestou.
É assim que, em alegria e solidão, em vitórias
e perdas, em saúde e enfermidade encontramos o calor
da divina ternura com a solidariedade além da morte.
O Deus em nós vive para sempre.
Felizes de nós quando
nesse Deus encontramos nossa segurança e identidade,
na abertura acolhedora de uma relação vigorosa.
Se há distância pela grandeza do mistério,
há proximidade pela intensidade do amor. Somos portadores
do divino. Soltemo-nos por uma atitude de entrega. Maria nos
sirva como exemplo a inspirar essa simplicidade da fé
em confiança filial.
Ave Maria, irmã no amor; felizes convosco,
o Deus-Ternura é conosco.
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Frei Claudio van Balen